H I S T Ó R I A
Tudo o que ensino, primeiro tive de o viver.
Três caminhos levaram-me ao Humanum Method: liderar outros, desenvolver profissionais e transformar-me.


Doutorada
em Gestão
com Especialização
em Recursos Humanos
Universidade Europeia
Portugal

Inteligência
Emocional
Certificação
Internacional
Certificação Tripla
Portugal e Reino Unido

Professora
Convidada
para Liderança
Consciente
IE University
Espanha

Mentora de
Liderança
de Líderes
de PMEs
Nova SBE
Portugal
Contado rápido é algo como...
Olá, sou a Ana.
Ao longo do meu percurso, tenho vindo a chegar à convicção de que viemos à vida por duas razões: aprender e ensinar. Tudo o resto é simplesmente o contexto onde esses momentos acontecem, mudando à medida que avançamos e atravessamos diferentes etapas de crescimento. Pode parecer uma forma ousada de olhar para a vida, mas é a que melhor explica a minha jornada até ao dia de hoje. Vou dividir, assim, a minha história nas três experiências de aprendizagem que mais marcaram a minha vida pessoal e profissional.
Capítulo 1. Liderar uma equipa de 10 pessoas durante 5 anos em bootstrapping total para a construção de uma startup tecnológica.
Entre 2019 e 2024, liderei uma equipa de 10 profissionais sem salários, contratos, benefícios ou qualquer um dos incentivos tradicionais que normalmente mantêm as pessoas comprometidas com um projeto. Estávamos todos cientes do risco. Estas pessoas estavam distribuídas por todo o país, de Faro a Braga. Enquanto todos tinham o seu trabalho a tempo inteiro das 9:00 às 18:00 para o seu empregador oficial, eu estava totalmente dedicada à startup pois era a sua fundadora. Em equipa, a maior parte dos nossos dias de trabalho começava depois das 18h00 e estendia-se pelos fins de semana adentro. O meu desafio não era apenas liderar uma equipa em formato remoto, mas manter a motivação numa fronteira muito ténue entre o compromisso, o cansaço e a exaustão. Mas a pergunta impõe-se: Porque ficaram? Seria fácil dizer que foi pela visão ou pelo propósito do projeto. Ou até pela relação que fomos construindo entre todos ao longo do tempo. É importante dizer que antes de convidar qualquer uma daquelas pessoas para o projeto, eu não as conhecia, e que tinham desde perfis mais juniores a perfis mais seniores do que o meu. Mas nenhuma dessas respostas explica verdadeiramente o que aconteceu. Durante aqueles 5 anos desenvolvemos 3 versões da nossa plataforma digital, 1 dashboard para ler toda a plataforma, testámos a plataforma com +1.200 utilizadores e participámos em 4 programas de aceleração. No entanto, nunca conseguimos captar investimento externo. Mesmo assim, ninguém saiu da equipa. Permaneceram durante 5 anos com uma entrega humana e técnica ao mais alto nível. Na altura, não consegui entender porquê. Só anos mais tarde percebi que não tinha estado apenas a liderar uma equipa. Tinha estado a observar, em tempo real, mecanismos profundos do compromisso humano que dificilmente se aprendem nos livros. Aquela experiência tornou-se a primeira peça do que viria a ser o Humanum Method.
Capítulo 2. Formar 1.500 profissionais do setor do retalho sob o briefing: "Queremos um tsunami de empatia."
Como o projeto mencionado antes não estava a encontrar sustentabilidade financeira, tive de me começar a abrir a outras possibilidades. Assim, entre 2022 e 2024, tive a oportunidade de integrar um dos projetos de desenvolvimento humano mais ambiciosos que vivi até hoje. O que começou por ser uma oportunidade comercial rapidamente se transformou em algo muito maior. Acabei por acompanhar o projeto do princípio ao fim: participei na sua venda, geri a implementação e facilitei uma parte significativa da jornada de aprendizagem. Durante 7 meses trabalhei com uma das maiores organizações do setor do retalho em Portugal, a MC Sonae, em 9 lojas (Continente, Continente Modelo e Continente Bom Dia) distribuídas de norte a sul do país. Cerca de 1.500 profissionais participaram no programa, desde colaboradores de loja a responsáveis de equipa e diretores. A jornada de aprendizagem conjugou sessões presenciais, formação online, acompanhamento em loja e coaching individual. Tive o privilégio de estar presente em praticamente todas as fases deste processo. Os resultados foram muito positivos. A satisfação do cliente aumentou 11 pontos percentuais, passando de 79% para 90%. Desde o início, o projeto foi concebido como um piloto para uma potencial implementação junto de cerca de 28.000 colaboradores. Olhando para trás, percebo que este projeto me deu muito mais do que experiência profissional. Permitiu-me observar o comportamento humano numa enorme diversidade de pessoas, funções e contextos laborais, ao mesmo tempo que vivi a complexidade de um processo de mudança a nível organizacional. Mais importante ainda, ensinou-me que a aprendizagem verdadeiramente transformadora não se mede por aquilo que as pessoas compreendem durante uma sessão, mas por aquilo que continuam a sentir, pensar e fazer muito depois dela terminar. Esta experiência tornou-se o segundo pilar do Humanum Method.
Capítulo 3. O meu processo de individuação levou 7 anos a revelar-se. Uma metamorfose interna profunda.
O conceito de individuação foi proposto por Carl Jung para descrever o processo através do qual uma pessoa se torna quem é. O mais interessante é que apenas conheci esta ideia anos depois de a começar a viver. O nome chegou no fim. A experiência começou muito antes. Mais concretamente, em 2019, quando tomei a decisão de construir a startup de que falei antes. Não pela ideia em si, mas porque tive a coragem de questionar muitas das verdades que uma sociedade inteira nos ensina desde o dia em que nascemos e sobre as quais tinha construído a minha vida. A partir desse momento, tudo começou a reorganizar-se. Os 5 anos que se seguiram foram tudo menos lineares. Atravessei maioritariamente dúvidas, perdas, frustrações e uma profunda falta de compreensão e validação exterior. Durante todo esse tempo caminhei apenas com uma bússola: o meu coração. Até que, em 2024, ele parou. Figurativamente falando. Foi como se tudo aquilo que até então me orientava tivesse desaparecido. Pela primeira vez na vida senti-me verdadeiramente perdida. E foi precisamente nesse vazio que começou a minha procura mais séria. Entre 2024 e 2026 comecei finalmente a fazer as perguntas certas. As respostas vieram depois. Comecei finalmente a compreender a pessoa que verdadeiramente sou, aquilo que a construiu, os padrões que me acompanharam durante anos e a direção que, aos poucos, começou a revelar-se. Hoje compreendo que crescer não significa apenas acumular anos de vida. Significa aproximarmo-nos, gradualmente, da pessoa que fomos chamados a ser. Nenhuma grande transformação acontece do dia para a noite. É o resultado de uma sucessão de pequenos acontecimentos que, durante muito tempo, parecem não ter qualquer relação entre si. Só mais tarde percebemos que todos eles estavam a conduzir-nos ao mesmo lugar. No meu caso, foram necessários 7 anos, onde muito mais aconteceu do que aquilo que aqui consigo contar. O meu processo de individuação não terminou. Nem acredito que alguma vez termine. Mas foi ele que deu sentido a todas as experiências que vivi anteriormente. Ao aprofundar sobre mim própria, comecei a compreender os outros com um nível de profundidade proporcional. Só então percebi que o meu sucesso de liderar e desenvolver pessoas nunca dependeria apenas daquilo que eu sabia. Dependeria, sobretudo, da pessoa em quem me teria de tornar. O Humanum Method nasceu precisamente desse encontro.

+150 Horas
como Mentee
da Espiritualidade ao
Mercado de Trabalho
Desenvolvimento Humano
International

+1.500 Pessoas
Treinadas
de Colaboradores
de Loja a Diretores
Formação
Portugal

Equipa de 10
em 5 Anos
Inteiramente
Booststrapped
Liderança
Portugal

7 Anos de
Transformação
Processo de
Individuação
Desenvolvimento Humano
Portugal
